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Como o Brasil produz cada vez mais pobreza

Como o Brasil produz cada vez mais pobrezaA polarização da campanha presidencial trouxe como consequência a radicalização do debate. Em meio a isso tudo que está acontecendo neste ano de 2018, fica fácil perceber como o Brasil produz cada vez mais pobreza.

Os lados se xingam quase que o tempo todo e o mais importante fica de fora: o que tem que ser feito para consertar o país de uma vez por todas?

Sim, porque de remendos a gente já está cheio. E já passou da hora de ter um projeto para o país. Algo que, por sinal, o Brasil nunca teve. E é essa a razão principal de todos os nossos infortúnios e que nos proporciona perceber como o Brasil produz cada vez mais pobreza.

Rótulos em vez de argumentos

A pobreza do debate só se compara à pobreza do país. Rótulos continuam sendo usados para tachar os adversários principalmente quando são abordados assuntos como injustiça social e criminalidade.eleitores xingam

Isso revela mais uma vez a dimensão da ignorância dos brasileiros sobre seu próprio país. E como o Brasil produz cada vez mais pobreza.

Ora, nem mesmo os capitalistas mais radicais, que realmente estudam o assunto com honestidade e seriedade, são capazes de negar a existência de fossos sociais gigantescos no Brasil. E os mecanismos, digamos assim, para manter essas desigualdades estão aí no cotidiano para quem quer enxergar.

Privilégios para quem já tem

mais pobrezaOs impostos no Brasil são altamente regressivos. Não existe um só técnico em questões tributárias que se negue a reconhecer que o pobre paga mais impostos, proporcionalmente, do que os ricos. Isto sempre agravado pelas renúncias e demais benefícios fiscais que são constantemente disponibilizados para os mais favorecidos.

E o pior: na ausência ou negligência do Estado em relação à contrapartida dos tributos, o pobre sempre leva a pior. Os ricos podem pagar escolas particulares para os seus filhos. Enquanto isso, para os pobres, restam as escolas públicas ruins, com professores mal remunerados, desestimulados e mal preparados.

Filhos de pobres em risco

Não existe creche para os filhos dos pobres, numa época em que se torna cada vez mais evidente a necessidade de o casal exercer uma atividade econômica para sustentar a família.sem creche

As mães que precisam trabalhar só têm duas opções: deixar os filhos trancados dentro de casa, reféns de todos os riscos inerentes à fase infantil, ou pagar alguém para tomar conta deles. E isso, evidentemente, resulta em despesa e, portanto, em subtração de grande parte de seus salários ou de seus ganhos como trabalhadora avulsa.

E novamente os rótulos

A já citada pobreza do debate se resume em tachar como esquerdopatas aqueles que reconhecem e apontam a existência dessa realidade. Que, por sinal, não é negada nem pode ser ignorada por quem realmente tenha escola ruimresponsabilidade e caráter.

No ensino básico os pobres têm escolas ruins. E, se quiserem cursar o ensino superior, têm que pagar faculdade particular, para conciliar os horários com a extensa rotina de trabalho.

Enquanto isso, os filhos dos ricos, que não precisam trabalhar até se formarem, estudam em universidades públicas.

 

Competitividade fica de fora

Todos os desajustes do sistema educacional se refletem na falta de qualificação da mão de obra. E isso, obviamente, se reflete na falta de competitividade do Brasil na chamada economia global, que exige cada vez mais qualificação.fosso social

Fica, portanto, cada vez mais fácil de entender como o Brasil produz cada vez mais pobreza. E essa ausência de oportunidades para as classes desfavorecidas não se resume ao ensino superior, mas também ao ensino técnico e ao estudo e qualificação profissional de maneira geral.

Isso não é prejuízo apenas para as pessoas, mas também, obviamente, para o próprio país. Numa roda viva, o Brasil vê essa engrenagem da pobreza se transformar, evidentemente, em prejuízo para as pessoas.

Menos educação, menos produtividade, mais pobreza

O fosso social se agrava

E surge aí outra evidência quanto à pobreza do debate nacional: a noção equivocada de que os problemas podem ser analisados de maneira isolada.

Tudo têm correlação. As desigualdades sociais resultam na falta de qualificação profissional. Que, por sua vez, se reflete na dificuldade de colocação no mercado de trabalho. Que, por sua vez, se reflete nos índices de criminalidade e em outros dramas vividos pela sociedade.

Ao lado disso tudo, existem ainda as consequências do desenvolvimento tecnológico. Profissões e atividades serão extintas, mão de obra desqualificada perderá cada vez mais espaço. E os dramas sociais tendem a se agravar. (Leia mais AQUI)

Como o Brasil produz cada vez mais pobreza

contrastesOs pobres têm muitas vezes que gastar até o que não têm. E os ricos nunca precisam gastar tudo o que têm. As famílias pobres entram na espiral do endividamento, que normalmente se transforma em bola de neve. Enriquecem os bancos e as financeiras, que pertencem aos ricos.

Enquanto isso, os que se dizem participantes do debate político adotam apenas o ódio como ingrediente desse suposto debate. Que se resume, na verdade, a uma guerra de ideologismos, como costumamos dizer, caracterizada por ideologias que se fanatizam.

Não existe mágica que resolva

sem projetoA questão agora não é ficar mais se limitando a essa guerrinha de idiotopatas. E assim chamamos, já que os debatedores adoram os rótulos. Se o debate não for profundo e abrangente, a tendência é abrir espaço para o caos e a perpetuação de tragédias.

Nada se produz sem métodos e projetos. Problemas profundos, complexos e interligados não se resolvem num passe de mágica. As pessoas têm a ilusão de que é possível resolver tudo rapidamente. E disso tudo surge uma realidade implacável: as camadas pobres não tem mais o que ceder. E isso não é comunismo nem esquerdismo. É coerência e realidade. Basta ter dignidade e honestidade para enxergá-las.

 

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About Gerson Menezes

Gerson Menezes é jornalista, escritor e empresário. Possui uma extensa rede de sites e três canais no YouTube. Em sua carreira profissional ministrou aulas como professor universitário durante 10 anos e atualmente se dedica à atividade de empreendedor digital. Em sua atuação em jornais, revistas, assessorias de comunicação, emissoras de rádio, livros publicados, artigos na internet, já produziu mais de 15 mil textos. Parte dessa produção está em seu site pessoal, no endereço http://www.gersonmenezes.com.br (Acesse em PC/notebook. Não acessível em dispositivos móveis por conter abertura em flash). Essa produção permanece em ritmo acelerado, pois há novos textos de sua Autoria sendo continuamente publicados em blogs de artigos e em sua rede de sites, direcionados a vários nichos de mercado. É também proprietário da empresa Texto e Vídeo Produções. Seu mais novo endereço na internet engloba toda a sua rede e abrange os segmentos de Educação, Motivação, Dinheiro, Saúde, Relacionamento, Mulher, Audiovisual e Turismo. Visite: https://www.pegseuebook.com.br

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