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Empreendedorismo digital é crime?

Empreendedorismo digital é crime?

Há poucos dias compartilhei um vídeo no Facebook com um belo discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltando a importância do empreendedorismo. Evidentemente, ele não se referia especificamente aos empreendedores virtuais ou digitais, como queiram, mas aos que empreendem em várias frentes e setores, ou seja, aos que têm a coragem, a bravura, a honestidade consigo mesmo, de muitas vezes largarem os seus empregos para enfrentar o árduo e difícil caminho do empreendedorismo, que, apesar dos percalços, é um caminho auspicioso.

Num país como os Estados Unidos, em que se abre uma empresa com muito mais facilidade do que no Brasil e em que o incentivo e o apoio à atividade do empreendedor é facilitada por leis sem o emaranhado de burrocracias  que todos temos que enfrentar no Brasil, um discurso como o do presidente norte-americano pode até não ser tão fundamental ou necessário. Mas deveria ser assistido (e absorvido como lição) por todos os governantes, parlamentares e autoridades brasileiras que tantas vezes tornam um inferno a vida dos que se dispõem a produzir no Brasil, onde o que se vê com facilidade é o incentivo à pilantragem, ao paternalismo de Estado e até à vagabundagem, numa inversão de valores que acaba contaminando e viciando a população de um modo geral.

Essa realidade acaba por disseminar bloqueios e medos naquelas pessoas que, mesmo detestando a atividade ou o emprego em que se encontram, preferem continuar literalmente “se matando” nos chamados empregos fixos (mais instáveis do que se imagina) ou na chamada “zona de conforto” (expressão tão detestável quanto os vícios que a caracterizam) do emprego público, onde passam dezenas de anos produzindo muitas vezes sem o menor estímulo e da pior forma possível, apenas para garantir o salário no final do mês.

Evidentemente não está embutida aqui nenhuma crítica ou falta de incentivo aos que se sentem bem no emprego que ocupam, mas sim aos que, muitas vezes enfrentando uma rotina estressante, repetitiva e desestimuladora, se acomodam ou mesmo se acovardam em troca de uma ilusória recompensa que, em boa parte das vezes, se resume a uma viagem de férias com prestações a pagar durante todo o restante do ano.

Em minha atividade de empreendedor virtual já conheci inúmeros ex-empregados (tanto do setor público quanto do privado) que tiveram a bravura e a desfaçatez de enfrentar críticas ferinas e avassaladoras de amigos ou colegas que se diziam estupefatos com a suposta leviandade dos que estavam “largando empregos fixos e estáveis” em troca de “loucuras” ou até (na expressão desses pretensos bons conselheiros) de irresponsabilidades dos que se permitiam tal ousadia. Em contrapartida, não conheci até hoje nenhum desses loucos que, dedicando-se com afinco e determinação ao empreendedorismo, tenha se dado mal.

O título acima, no qual indagamos se empreendedorismo é crime, pode não fazer sentido para o líder norte-americano ou para os brasileiros esclarecidos, mas é perfeitamente cabível para os que se prendem a paradigmas ultrapassados e muitas vezes reacionários, numa visão obtusa da atividade empreendedora, que se agrava ainda mais no caso do empreendedorismo que tem a Internet como veículo para divulgação ou comercialização de serviços e de produtos.

Efetivamente, enfrenta-se muitas vezes a obtusa visão dos que encaram o comércio pela Internet como algo menor ou menos confiável, ou até mesmo indigno. É lógico que na sociedade há todo tipo de gente e todo tipo de mente, mas não deixa de impressionar que, em pleno século XXI, em que a Internet desponta como veículo cada vez mais presente na vida de milhões (ou de bilhões) de pessoas, existam ainda retrógrados incapazes de compreender que a internet significa nada menos que uma ferramenta a mais no enorme manancial acessível ao ser humano, que não apenas disponibiliza, mas sobretudo facilita a busca de produtos e serviços destinados ao atendimento de necessidades de lazer, vestuário, beleza, produtos digitais, ferramentas, atividades as mais diversas, cursos, e até a busca da felicidade, que muitas vezes não está nos parques de diversão dos bairros e das cidades para atender a todos que dela precisam. Mas essas são pessoas tão retrógradas e amargas que a simples visão da palavra felicidade lhes causa repulsa…

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About Gerson Menezes

Gerson Menezes é jornalista, escritor e empresário. Possui uma extensa rede de sites e três canais no YouTube. Em sua carreira profissional ministrou aulas como professor universitário durante 10 anos e atualmente se dedica à atividade de empreendedor digital. Em sua atuação em jornais, revistas, assessorias de comunicação, emissoras de rádio, livros publicados, artigos na internet, já produziu mais de 15 mil textos. Parte dessa produção está em seu site pessoal, no endereço http://www.gersonmenezes.com.br (Acesse em PC/notebook. Não acessível em dispositivos móveis por conter abertura em flash). Essa produção permanece em ritmo acelerado, pois há novos textos de sua Autoria sendo continuamente publicados em blogs de artigos e em sua rede de sites, direcionados a vários nichos de mercado. É também proprietário da empresa Texto e Vídeo Produções. Seu mais novo endereço na internet engloba toda a sua rede e abrange os segmentos de Educação, Motivação, Dinheiro, Saúde, Relacionamento, Mulher, Audiovisual e Turismo. Visite: https://www.pegseuebook.com.br

One comment

  1. Emprededorismo não e crime, pois tem lei pra isso

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