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Você pode sair da crise se acabar com o preconceito

EstVocê pode sair da crise se acabar com o preconceitoe site não é sobre socialismo, mas sim sobre empreendedorismo. Não é, portanto, um site de natureza política. Não dividimos o mundo entre “direita” e “esquerda”, entre “bons” e “maus”, até porque, na maioria das circunstâncias, são conceitos um tanto quanto ultrapassados, a começar pelo seu caráter maniqueísta.

Quando nos referimos a estatísticas e a levantamentos em âmbito mundial, nosso objetivo não é analisar o fato em seu aspecto político, mas sim sob a ótica dos empreendimentos que podem ser promovidos para mudar realidades perversas. E, efetivamente, há situações absurdas.

Por exemplo: segundo relatório da ONG britânica Oxfam, apenas 80 pessoas detêm a mesma riqueza que metade da população mundial, ou seja: essas 80 pessoas detêm a riqueza no mesmo volume que está nas mãos de 3,5 bilhões de pessoas. Mais grave ainda: essa desigualdade aumentou, pois em 2013 o total era de 85 bilionários para alcançarem essa exorbitância, sendo que em 2009 era preciso somar a fortuna de 388 bilionários para atingirem o mesmo patamar de riqueza.

Em percentuais essa desigualdade também mostra cifras absurdas. Apenas a parcela de um por cento mais rico da população mundial está perto de 50 por cento da riqueza. Em 2009 já detinha 44% da riqueza e em 2013 já havia alcançado 48 por cento. Segundo as previsões da Oxfam, a participação deve passar de 50 por cento em 2016. (Clique aqui para ler a reportagem publicada no portal Pravda.ru)



Essa escala de desigualdade global não se resume a uma questão ideológica, mas fundamentalmente econômica. O economista Thomas Piketty, que lançou recentemente extensa obra analisando a economia global, observa que o mínimo que se pode esperar é que haja proporção. “Tudo bem existirem pessoas muito ricas. Mas os diferentes grupos nas sociedades – os ricos, a classe média e os pobres – devem crescer mais ou menos na mesma velocidade a longo prazo. Se os ricos crescem 3 ou 4 vezes mais do que o tamanho da economia, deve-se entender que isso não pode continuar para sempre, caso contrário a divisão da riqueza nacional chegará a 100 por cento para os grupos de cima.”

Piketty considera que, entre outras consequências desastrosas, isso seria uma ameaça às instituições democráticas, porque o poder do dinheiro privado na política pode tornar-se excessivo quando se tem uma concentração extrema de renda.

Conclusão óbvia disso tudo: novas formas de enriquecimento devem ser incentivadas, mediante, obviamente, o trabalho honesto.

O trabalho formal está relativamente estagnado em várias regiões. A oferta de emprego não atende a demanda. Os jovens saem das universidades sem muita perspectiva de emprego. O mercado formal, no modelo tradicional, está preso a limitações. Quanto a economia sofre abalos, os postos de trabalho diminuem, algumas pessoas são demitidas, novos empregos deixam de ser criados.

No trabalho pela Internet esse impacto é menor devido à extensão do público abrangido. Se as compras individuais diminuem, o volume de potenciais compradores é tão gigantesco que o efeito perverso da crise fica diluído. Pode haver setorialmente um menor número de pessoas comprando, mas o público abrangido que está interessado em produtos extrapola o limite de sua região de atuação, estendendo-se até mesmo a outros países.

Mas ainda há uma certa dose de equívoco por parte das pessoas quanto ao conceito de riqueza e, especialmente, riqueza produzida a partir do trabalho pela Internet, ainda incompreendido e às vezes nem mesmo encarado como trabalho sério.

Um exemplo: se alguém entra numa livraria no modelo tradicional para comprar um livro, essa rotina de “compra” e de “venda” é encarada com naturalidade. No caso da Internet, técnicas de marketing para vendas também são utilizadas, a exemplo do que acontece nas lojas físicas, mas sempre se interpreta que o afiliado, por exemplo, está tentando “empurrar” um produto para venda pelo simples fato de apresentar um produto ou inserir um banner num artigo.

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Por que nas lojas físicas as pessoas estão vendendo e na Internet estão “tentando empurrar”?

Este é um óbvio preconceito contra o trabalho na Internet, infelizmente visto ainda como um comércio diferente por certos segmentos menos esclarecidos da população.

É lógico que produtos e serviços são vendidos pela Internet. E que mal tem isso? É uma forma como qualquer outra de comércio, mas que exige, evidentemente, veículo específico, linguagem própria e técnicas de venda adaptadas ao veículo; no caso, a própria Internet.

Em razão disso, é necessário utilizar sempre estratégias mais criativas de venda, que se direcionem especialmente às necessidades dessas pessoas que são potenciais consumidoras, mas que se vêem prisioneiras desses preconceitos.

As pessoas na verdade adoram comprar, mas não gostam da palavra “venda”. E você, pela Internet, não vende apenas produtos, mas também serviços e até mesmo ideias. Isto mesmo: ideias. Cresce no mundo o número de experts que escrevem e-books, que fazem palestras, que ministram cursos, que dão consultoria, numa infinidade de recursos à disposição do produtor.

Há ainda um dado extremamente positivo: embora, em muitos segmentos, lojas e empresas estejam sendo fechadas e os empregados demitidos, na Internet tem havido uma expansão significativa da atividade econômica, por vários motivos, entre os quais o que mais se destaca é o fato de o público com acesso ao computador e similares estar se ampliando de forma constante e expressiva. E o Brasil ocupa um lugar de destaque nesse ranking.

Em 2015, o Brasil deve alcançar o posto de quarta maior população ligada à rede, superando o Japão. Caso sejam somados os computadores pessoais de mesa, os notebooks, os tablets e os smartphones, a previsão é de que, dentro de apenas quatro anos, 126 milhões de pessoas estejam acessando a rede. No final de 2014, esse número já ultrapassava os 107 milhões de pessoas. No mundo todo, são 3 bilhões de pessoas conectadas à Internet.

Sucesso absoluto

 

Outro diferencial é que, enquanto nas empresas formais os empregados precisam arduamente negociar reajustes salariais que muitas vezes nem cobrem a inflação, o aumento de ganhos na Internet depende fundamentalmente de estudo, especialização, empenho e dedicação.

Não há ganância, não há esperteza como algumas pessoas pouco esclarecidas costumam apregoar. Vender pela Internet é uma atividade perfeitamente legítima, com a vantagem de possibilitar mais um mecanismo de distribuição de riqueza, para que ela não fique cada vez mais nas mãos de tão pouca gente.

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About Gerson Menezes

Gerson Menezes é jornalista, escritor e empresário. Possui uma extensa rede de sites e três canais no YouTube. Em sua carreira profissional ministrou aulas como professor universitário durante 10 anos e atualmente se dedica à atividade de empreendedor digital. Em sua atuação em jornais, revistas, assessorias de comunicação, emissoras de rádio, livros publicados, artigos na internet, já produziu mais de 15 mil textos. Parte dessa produção está em seu site pessoal, no endereço http://www.gersonmenezes.com.br (Acesse em PC/notebook. Não acessível em dispositivos móveis por conter abertura em flash). Essa produção permanece em ritmo acelerado, pois há novos textos de sua Autoria sendo continuamente publicados em blogs de artigos e em sua rede de sites, direcionados a vários nichos de mercado. É também proprietário da empresa Texto e Vídeo Produções. Seu mais novo endereço na internet engloba toda a sua rede e abrange os segmentos de Educação, Motivação, Dinheiro, Saúde, Relacionamento, Mulher, Audiovisual e Turismo. Visite: https://www.pegseuebook.com.br

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